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Fundos de renda fixa: vale a pena investir?

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A taxa básica de juros da economia brasileira está em sua mínima histórica em 2021. Com a queda na Selic, as aplicações em renda fixa foram impactadas e muitos investidores têm repensado sua forma de investir. Será que os Fundos de renda fixa ainda são uma boa opção de investimento?

Embora muitos estejam buscando alternativas com retornos maiores, é importante lembrar que a relação entre risco e retorno é direta. Ou seja, para buscar por bons rendimentos, você terá que assumir maiores riscos. Nesse sentido, os fundos de renda fixa podem ser uma alternativa.

Quer saber mais? Continue a leitura e descubra se ainda vale a pena investir em fundos de renda fixa!

Histórico da Selic em 2020

A taxa Selic está em queda desde 2016, mas foi ainda mais reduzida pelo Banco Central em 2020. Essa foi uma das medidas adotadas para atenuar os efeitos da crise causada pelo novo coronavírus e facilitar o acesso ao crédito no mercado.

O corte que ocorreu em agosto levou a taxa aos 2%, alcançando uma mínima histórica. Com isso, a rentabilidade de diversos investimentos de renda fixa foi afetada pela redução.

Neste cenário, alguns investidores deixaram de ter interesse de investir em aplicações com a Selic nesse patamar.

Afinal, investir em renda fixa ainda é um bom negócio?

Como você viu, a rentabilidade da renda fixa muitas vezes acompanha a taxa Selic. Como a taxa básica de juros da economia está em baixa, há investidores que passaram a acreditar que tais investimentos não valem mais a pena.

Mas, na verdade, a renda fixa ainda pode fazer sentido em determinados casos. Por exemplo, para investidores conservadores, que não desejam assumir muitos riscos na hora de investir. Além disso, pessoas de outros perfis podem se atrair por aplicações mais seguras, a depender dos objetivos.

Quem tem objetivos de curto prazo ou busca montar (ou manter) uma reserva de emergência, por exemplo, pode optar pela renda fixa. Nesses casos, a volatilidade da renda variável não é vantajosa. Esse é um dos contextos em que se destacam os fundos de renda fixa.

O que são fundos de renda fixa?

Essa modalidade de investimento permite que o investidor compre cotas de um fundo e receba a valorização dessas cotas de acordo com o seu desenvolvimento. Quem administra o capital desse fundo é um gestor, que decide o que fará com o dinheiro dos cotistas.

No caso dos fundos de renda fixa, a maior porcentagem do montante total é aplicada em títulos de renda fixa, que podem ser públicos ou privados.

Como funcionam?

Assim como outros fundos de investimento, o fundo de renda fixa é uma modalidade de investimento coletiva. Nesse caso, os recursos do conjunto de investidores são reunidos com o mesmo objetivo: aportar na classe da renda fixa.

Ao contrário do investimento direto, em que os investidores compram ativos por conta própria, nos fundos de investimento os cotistas aportam dinheiro e o gestor compra os ativos. Dessa forma, os fundos costumam cobrar uma taxa de administração.

Também pode haver cobrança de uma taxa de performance do investidor, que é abatida da rentabilidade. É importante ter atenção a essas taxas no momento de calcular a rentabilidade que você poderá ter com esse investimento para analisar se realmente vale a pena investir no fundo.

Quais são os tipos de fundos de renda fixa?

O mercado financeiro oferece diversos fundos de renda fixa para os investidores. Por isso, é importante ter em mente que nem todos são seguros e líquidos.

Saiba mais sobre cada um dos três grandes grupos principais:

Fundos referenciados

São fundos que acompanham de perto algum indicador ou índice de referência. É o caso dos fundos referenciados DI, que visam seguir a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

A carteira de investimentos desses fundos deve ser formada, principalmente, por aplicações de emissão pública ou privada que acompanham a variação e o desempenho do índice de referência.

Fundos não referenciados

Nesses fundos, o gestor tem mais liberdade para superar os indicadores. A carteira pode ou não ser composta por títulos que acompanham um índice de referência.

Eles também costumam ter uma gestão mais ativa. Com isso, aproveitam dos movimentos do mercado para buscar rentabilidades maiores.

Fundos de crédito privado

Se o Fundo de Renda Fixa investe a maior parte do patrimônio em créditos privados, ele recebe essa designação. Isso deixa claro para o investidor que o portfólio do fundo é composto, majoritariamente, por títulos que não são emitidos pelo Governo.

Por isso, eles têm uma exposição um pouco maior ao risco de crédito e de mercado. Fundos referenciados podem ter essa característica, assim como os não referenciados.

Quais as vantagens e desvantagens dos fundos de renda fixa?

A perspectiva para a taxa Selic em 2021 ainda é de baixa. Mesmo assim, os fundos de renda fixa podem oferecer vantagens para o investidor. Uma delas é a diversificação — com pouco dinheiro é possível investir em um portfólio com diferentes títulos.

Assim, você pode diversificar taxas, emissores e prazo de pagamento. A diversificação também permite reduzir os riscos de crédito, liquidez e mercado.

A gestão profissional é outra vantagem para quem investe em fundos de investimento. Os gestores são profissionais certificados para atuar no mercado financeiro e podem buscar melhores performances e rendimentos na renda fixa.

Com relação às desvantagens, é possível citar as taxas. Além do Imposto de Renda, esses fundos costumam cobrar taxa de administração – como você viu – e podem apresentar outros tipos de cobrança.

A falta de autonomia pode ser outro ponto negativo. Lembre-se de que você não poderá dar o seu parecer sobre a compra ou venda dos títulos que compõem o fundo. Esse papel é exclusivo do gestor.

Vale a pena investir em fundos de renda fixa?

Agora que você conhece mais sobre o assunto, pode decidir se vale a pena investir na possibilidade. Saber se vale a pena ou não é decisão particular e você precisa avaliar o seu perfil de investidor e objetivos.

É válido ter em mente que os fundos têm características diferentes. Assim, alguns podem ser opções para reserva de emergência, enquanto outros apresentam maior risco ou menos liquidez. Fundos que investem em debêntures, por exemplo, podem compor a parte mais arrojada da carteira.

Agora que você sabe mais sobre os fundos de renda fixa pode decidir investir neles ou não. Caso entenda que eles não são as opções mais adequadas para você, há alternativas que podem ser melhores, com maior ou menor risco!

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